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sábado, 28 de março de 2015
Da Arte Da Sobrevivência No Sertão
"Nascer no sertão sempre foi uma dádiva divina. Mas Deus não põe ninguém no mundo sem lhe dar algum tipo de provação ou privação. Muitos nascem em berço de mandacaru e xiquexique, por isso mesmo não tem medo de caminhar por estradas de espinhos. Esses são verdadeiramente sertanejos, prontos para desbravar veredas e vencer tocaias de sangue."
Por Rangel Alves Da Costa
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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015
Projeto “Teatro nas ruas do alto sertão nordestino” chega a Arcoverde
Arcoverde receberá nos dias 27 e 28 de fevereiro, apresentações teatrais da Cia Alagoana Nêga Fulô, os espetáculos fazem parte do projeto `Teatro nas ruas do alto sertão nordestino´ que foi vencedor do prêmio Funarte Artes na Rua 2013 e que tinha por finalidade apresentar seu repertório de rua em algumas cidades do sertão nordestino. As cidades contempladas foram: Santana do Ipanema –Al, Piranhas-Al, Arcoverde-PE, Canidé de São Francisco-SE, Paulo Afonso-BA e Patos-PB.
O projeto trás a Arcoverde o espetáculo "Torturas de um coração ou Em boca fechada não entra mosquito", um texto de ARIANO SUASSUNA escrito para mamulengos. Nesta montagem a Cia. apostou numa adaptação para a rua mantendo a essência do que o autor coloca como popular, envolvendo a plateia numa comunicação alegre, mostrando a esperteza e a malandragem de seus personagens com os quais muitos transeuntes se identificam. O espetáculo é recheado de canções de Luís Gonzaga entre outros forrozeiros. Na direção Glauber Teixeira, no elenco Diva Gonçalves (Marieta), Alderir de Souza (Afonso Gostoso), Delberto Santana (Cabo Setenta), Daniel Dabasi (Vicentão) e Regis de Souza (Benedito).
A Companhia
Ganhadora do prêmio Funarte Artes na Rua 2013, a Companhia Teatral de Alagoas tem entre suas montagens de grande sucesso os espetáculos de palco: “Caboré a Ópera da Moça Feia”, do paraibano Tarcísio Pereira e “Solampião e Reis do Sol”, duas montagens com tema regional que falam sobre o cangaço sob a ótica humana. Seu repertório de espetáculos de rua é enriquecido com: “Torturas de um coração”, de Ariano Suassuna, “O Romance de Clara Menina com Dom Carlos de Alencar”, do alagoano João Cabral Tenório Costa e “Um teatro de cordel na feira do passarinho” de Homero Cavalcante.
Para o público infantil o grupo também já encenou os espetáculos: “Os Saltimbancos”, “A Lenda da Cobra Grande” e “Tchuplin, o Mistério Para Salvar o Ponto Azul”.
FONTE: SECOM - Prefeitura de Arcoverde
Serviço:
Local: Coreto da Praça da Bandeira
Data/Horário: 27 (Sexta) e 28 (Sábado) de fevereiro, às 20h.
Entrada Franca
![]() |
| Foto: Divulgação |
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terça-feira, 7 de outubro de 2014
Meu Sertão
Meu sertão quando tá seco
É triste de fazer dó
Seca água nos açudes
A pastagem vira pó
Morre o gado no curral
E o galo no quintal
Não canta, pois ficou só
Chega a noite, o sertanejo
Olha o céu e desvanece
A nuvem escura sumiu
A barra desaparece
Vai dormir desconsolado
Acorda desanimado
E a tristeza permanece
Mas o nordestino é forte
Não se cansa de esperar
Mas um dia a sorte muda
É preciso confiar
Olha pro céu novamente
Sonha ver alegremente
A chuva logo chegar
E quando a chuva aparece
Até o pó vira lama
O Galo volta a cantar
O gado come na rama
Tendo chuva, tem fartura
Arroz, feijão e mistura
Toda noite amor na cama
E com chuva no Sertão
A natureza floresce
O sertanejo se alegra
E da mulher não se esquece
Não liga mais pra fraqueza
Nove meses, com certeza,
Menino novo aparece!
Paulo Gondim
"Nordestino, do sertão da Paraíba, viví em Brejo Santo, no Ceará e migrei para São Paulo, em 1969, onde resido e trabalho como advogado. Escrever, para mim, é uma necessidade. Não tenho estilo definido. Meus poetas preferidos: Augusto dos Anjos, Gonçalves Dias e o grande JOÃO CABRAL DE MELO NETO."
É triste de fazer dó
Seca água nos açudes
A pastagem vira pó
Morre o gado no curral
E o galo no quintal
Não canta, pois ficou só
Chega a noite, o sertanejo
Olha o céu e desvanece
A nuvem escura sumiu
A barra desaparece
Vai dormir desconsolado
Acorda desanimado
E a tristeza permanece
Mas o nordestino é forte
Não se cansa de esperar
Mas um dia a sorte muda
É preciso confiar
Olha pro céu novamente
Sonha ver alegremente
A chuva logo chegar
E quando a chuva aparece
Até o pó vira lama
O Galo volta a cantar
O gado come na rama
Tendo chuva, tem fartura
Arroz, feijão e mistura
Toda noite amor na cama
E com chuva no Sertão
A natureza floresce
O sertanejo se alegra
E da mulher não se esquece
Não liga mais pra fraqueza
Nove meses, com certeza,
Menino novo aparece!
Paulo Gondim
"Nordestino, do sertão da Paraíba, viví em Brejo Santo, no Ceará e migrei para São Paulo, em 1969, onde resido e trabalho como advogado. Escrever, para mim, é uma necessidade. Não tenho estilo definido. Meus poetas preferidos: Augusto dos Anjos, Gonçalves Dias e o grande JOÃO CABRAL DE MELO NETO."
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