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terça-feira, 5 de maio de 2015

Aprendendo a cultivar árvores frutíferas em vasos

Quem mora em apartamentos, como eu, também pode ter a chance do contato com a natureza através de árvores frutíferas em vasos. Seja para decoração da casa ou o contato direto com a natureza, degustação e apreciação, as árvores frutíferas plantadas em vaso são criadas por um grande número de moradores que não dispensam um jardim ou horta em seu dia a dia.

Árvore em vaso

As miniárvores são delicadas e produzem frutos tão saborosos quanto os de uma árvore de tamanho convencional. As espécies dependem apenas de pequenas adaptações na varanda – ou em qualquer outro espaço de sua escolha. Em áreas um pouco maiores é possível até cultivar um mini pomar.


Para o plantio perfeito de uma miniárvore, a indicação é que o vaso tenha 80 cm de largura por 85 cm de profundidade. Para que a plantação não seja prejudicada, é indispensável impermeabilizar o vaso; lembrando que a terra não pode ser dura ou empedrada. O melhor a fazer é inserir pedrinhas e uma camada de argila ou argila expandida para a drenagem da água, o que contribui para saúde e desenvolvimento da raiz.

Alguns cuidados especiais na adubação fazem toda a diferença no resultado final do seu plantio. Os adubos com liberação lenta, ricos em fósforo, duram até três meses e são os mais indicados para as árvores frutíferas, e a inserção de terra vegetal e húmus de minhoca também auxilia. A rega é outro ponto primordial e precisa ser realizada três vezes durante a semana em quantidade razoável, sem deixar a terra encharcada. As mudas precisam de iluminação solar, e o mínimo indicado é de quatro horas ao dia. As espécies preferidas para cultivo são: acerola, pitanga, romã, jabuticaba, pêssego, limão siciliano, mirtilo, amora e cajá-manga. A minha miniárvore vai ser limão galego, também conhecida como laranja da terra. Como não encontrei a muda pronta, vou precisar germinar as sementes para depois plantar, mas postarei aqui algumas técnicas para germinar.

Agora vamos ao passo a passo para o plantio superfácil de uma árvore frutífera em vaso. 




Acompanhe:

Material

- 1 muda de árvore frutífera;

- Argila expandida;

- Terra vegetal;

- Cascalho pequeno;

- Vaso de terracota (seu tamanho deve ser proporcional ao tamanho da muda);

- Manta drenante;

- Pá.

Importante: a quantidade de terra, argila e cascalho vão depender do tamanho da muda e do vaso, mas a recomendação é comprar um saco de cada para futuras manutenções.

1º PASSO:

Coloque a manta drenante no fundo do vaso para a terra não escapar pelo dreno e também para permitir que a planta respire.

2º PASSO:

Cubra a manta drenante com a argila expandida. O recomendado é uma camada de cerca de cinco centímetros.

3º PASSO:

Sobre a argila expandida, coloque mais um pedaço da manta drenante.

4º PASSO:

Coloque uma camada de terra para que a raiz da muda fique na altura correta (o topo da muda, onde começa o caule, deve ficar a mais ou menos três centímetros da borda do vaso).

5º PASSO:

Remova cuidadosamente o plástico que envolve o torrão. Ele precisa ser mantido íntegro para que a raiz não seja prejudicada, o que pode atrapalhar o desenvolvimento da árvore.

6º PASSO:

Centralize a planta no vaso.

7º PASSO:

Complete os espaços com mais terra, mas não ultrapasse o colo do torrão, que é a região de transição entre o tronco e a raiz da planta.

8º PASSO:

Compacte a terra com as mãos até que a superfície fique uniforme.

9º PASSO:

Espalhe o cascalho ao redor da planta para fazer o acabamento.

10º PASSO:

Faça a primeira rega. Esta deve ser abundante para retirar as bolhas de ar e assentar o torrão.


Agora é só esperar e curtir o crescimento da sua miniárvore.





terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Ficus, um lindo vilão!!

Foto: Angkor Thom/ Internet

Em tempos de aquecimento global, as pessoas desconhecem a importância de uma cidade arborizada. Os centros urbanos estão cada vez mais distantes da natureza, se cobrindo de materiais refletores e que contribuem para a criação de ilhas ou bolsões de calor, como piche, vidro, amianto, aço, ferro, entre outros, Por causa disso, o clima que já é semelhante ao do deserto fica bem mais quente e seco durante o dia e mais frio durante a noite. Infelizmente, em Arcoverde a história não é diferente, as árvores da cidade estão morrendo, e em seu lugar surge uma com alto poder destrutivo que muda a paisagem da cidade, e hoje se encontra em praticamente todas as ruas.

Há pouco mais de 20 anos, a cidade foi apresentada a um grande e lindo vilão, o popular Ficus (Ficus benjamina),vendido em diversos lugares e por um preço bem em conta, muitas vezes é a única opção disponível, e que fica lindo quando pequeno no vaso, podendo ter seu tronco trançado e parecer um “bonsai” muito ornamental, bom para presentes e decorar ambientes. Porém, seu plantio devia ser proibido, e não se trata de implicância com a "pobre árvore".

Nativa da Ásia e melhorada por viveiristas da Holanda, quando plantada no solo, fora dos vasos, suas raízes agressivas destroem galerias pluviais, de esgoto, fiações enterradas, fundações e o que mais houver pela frente, causando enormes prejuízos materiais. O problema é que, como o Ficus surgiu na cidade há tão pouco tempo, estas belas árvores ainda não alcançaram a idade adulta, mas daqui há alguns anos vamos ter um sério problema nas edificações da cidade e prejuízos públicos e particulares incalculáveis por causa desde lindo "bonsai". Suas raízes procuram por água e nutrientes sempre numa fome e sede intensa. Se encontrarem um cano pelo caminho, ótimo: servirá de fonte. 

Não contentes com a água ali absorvida, continuarão a procurar, penetrando cada vez mais na terra. Enquanto isso seu tronco, galhos e copa aumentam proporcionalmente. Neste momento ela estará oferecendo uma generosa sombra, felicidade para o dono da casa ou para a população e os motoristas que ali param. Sua sombra será disputada! No jardim a sua volta, a grama morre devido à intensa sombra. Algumas plantas começam a definhar. A competição com as raízes do fícus é impossível. Mais algum tempo e a calçada começa a rachar, o asfalto da rua levanta. As raízes começam, visivelmente, a mostrar sua força. Se elas encontrarem um muro ou parede pela frente elas não hesitarão em quebrá-lo para continuarem sua frenética busca por alimento e água. E ai fica a pergunta: Vale a pena o prejuízo??


Por isso é importante verificar e reavaliar o plano de arborização da cidade, levando em consideração todos os riscos de um plantio em locais impróprios, além de dar uma atenção especial à poda das árvores existentes. Em muitas cidades do país, o ficus já foi proibido, e as plantas são substituídas de forma gradual, a medida que, comprovadamente trouxerem prejuízo. Não é necessário gerar pânico, nem cortar de imediato as árvores (seria uma tragédia em pleno verão), apenas analisar bem o problema.